30/01/2025.
A caminho do castelo, o grupo foi hostilizado com arremessos de alimentos e ofensas. Puderam observar ruas largas e pavimentadas, belos jardins e um castelo imponente dão um ar de importância ao Reino de Eastbourne.
Um tapete longo e vermelho e grandes pilares de sustentação era o que separava o grupo do regente Thorn. Muito conhecido por sua sabedoria e empatia com o povo, tornou-se um grande líder, mas suas palavras e postura não condiziam com a fama que o precedia. Thor a todo momento mostrou-se impaciente, irremediável e ostentador. Com seu enorme martelo de batalha, fazia questão de mostrar todo o luxo que carregava com grandes esmeraldas brilhantes, unicamente usadas como adorno.

A todo momento parecia desdenhar das vítimas do ritual ali presentes e para provocar ainda mais, chamou Vermelhor e Holdoor, para que testemunhassem sua traição à Holo. Mesmo visivelmente envergonhados, a dupla foi obrigada a permanecer no local do julgamento. Argumentos utilizados de um lado, argumentos feitos de outro, Thorn, após ser persuadido por Sion, resolveu poupá-los, mas foram trancafiados na masmorra do castelo. Alguns guardas acompanharam o grupo, descendo por escadarias em formato de caracol.
As celas eram limpas e bem amplas. Fato que chamou a atenção de todos, pois apesar de prisioneiros, havia uma condição aceitável no ponto de vista social.
A Um pensamento não sai da cabeça: Por que fomos tão hostilizados e trancafiados? Ninguém ali pediu pra fazer parte desse ritual, tampouco sabe-se o intuito dele. Contudo puderam concluir que o ritual não é bem visto pela sociedade, então não seria uma boa ideia sair por aí mostrando a marca. Também é de se estrar o comportamento do regente Thorn.

Enquanto tentavam entender a situação, na cela ao lado (separada por grades), havia um grupo de 3 pessoas que demonstravam certa hostilidade nas palavras. Parece que estavam preocupados com a quantidade de presos em relação a comida que descia. Aparentemente era pouca pra dividirem. Após algumas horas de tentativas de conversas e intimidações, resolvem descansar com turnos de sentinelas. Ao acordarem na manhã seguinte, guardas descem as escadarias, entregam armas aos outros detentos e ao grupo ali presente, levantam a grade que divide a cela e transformam a prisão numa espécie de arena, onde os guardas resolvem fazer apostas e se divertirem. Após uma sangrenta batalha pela vida, apesar de feridos e exaustos, o grupo sai vitorioso. Holo e Zigman foram nocauteados, e se não fosse por Nyara, talvez tivessem morrido.
Ao término do combate, os guardas que ali se divertiam, estavam nocauteados. Aparentemente a mulher que prometeu ajuda, cumpriu sua palavra. Orientou que fugissem pelos esgotos. Holo sabia que era um ambiente perigoso, onde qualquer pessoa do reino era terminantemente proibida de adentrar.

Atravessando as galerias úmidas dos esgotos através dos bueiros da masmorra, caminham durante alguns minutos, na esperança de encontrarem uma saída. Porém foram lentos, tomadas de decisões que precisavam ser rápidas pois estavam em fuga, acabaram cooperando para o sumiço de um integrantes do grupo. " Onde está Holo?" Era o que se perguntavam. Somente um rastro de sangue foi o que restou. Ainda assim, precisaram seguir em frente, pois guardas poderiam nota suas ausências a qualquer momento. Caminharam durante mais algum tempo, até encontrarem uma possível ajuda, vindo de uma pessoa talvez inesperada. Aparentemente um integrante de uma guilda de ladrões que ali se escondia.
Sion usou sua persuasão para tentar convencer o ladrão a facilitar sua fuga. Escondida, atrás de um mecanismo na parede, um botão fez com que uma escada de corda caísse, dando acesso aos becos do reino.
Já ao lado de fora, percebem uma multidão enfurecida em praça pública, pediam a morte de alguém. Para a surpresa de todos, Holo estava no alto de um palanque servindo de atração. Sua morte estava a vista, pois um carrasco se aproximava com um enorme machado enquanto o mesmo encontrava-se preso. Thorn era quem agitava a multidão. Fazendo um grande estardalhaço, comportamento que nunca foi condizente com sua índole, transformou uma execução num show. Sem muitas palavras ou chances de fuga, o fato foi consumado. A cabeça de Holo arrancada e jogada em meio à multidão.

Sion se esgueira entre a multidão e consegue pegar o crânio antes que seu corpo fosse humilhado e desonrado. O grupo percebe que não é sábio falar ou mostrar a marca em seus pescoços, pois estes se tornaram motivo de ódio e seriam caçados. Percebem também por meio de rumores a mudança de comportamento de Thorn nas últimas semanas. Mais do que nunca, precisam literalmente se livrarem da maldição para livrarem seus pescoços
