
Histórias antigas do novo continente
A história diz que a primeira grande guerra no continente de Azmoldam
aconteceu aproximadamente no ano de 2045 da antiga era (equivalente a antes de
Cristo).
A primeira grande guerra teve como característica a luta entre criaturas
sombrias e criaturas da luz. Os Deuses tiveram interferência indireta no
conflito, tendo alguns preocupados com as consequências dos conflitos, enquanto outros se divertiam com o rumo de violência que se estendia pelo continente. Enormes Trolls e dragões foram
utilizados como máquinas de guerra, os antigos dizem que ouviram histórias de
Titãs envolvidos no conflito, mas as crenças são mais fortes do que propriamente os
fatos.
A parte central do continente se tornou um enorme campo de batalha. A guerra tinha como objetivo saber quais raças seriam as predominantes do continente. De um lado Elfos, Humanos e Anões se uniram. Do outro Goblins, Orcs e Bugbears.
Com extrema dificuldade e desvantagem no campo de batalha, as Criaturas da luz saíram vencedoras por uma obra do destino (Possivelmente interferência dos Deuses), como alguns acreditam. Seus exércitos estavam batendo em retirada atravessando a parte central montanhosa do continente, em direção a então cidade chamada Litchfield para reagrupar suas tropas e tentar sobreviver. A derrota já era praticamente certa, porém foram surpreendidos por uma erupção vulcânica bem no momento em que seus inimigos estavam marchando em direção à cidade. Isso culminou em sua vitória, pois perceberam o momento de fragilidade das criaturas sombrias e contra-atacaram bem próximos à cidade de Litchfield. Liderados pelo Anão, Glow, O Enorme (assim conhecido por ser um anão com aproximadamente 1,70 de altura.), as forças da luz venceram a guerra, dizimando quase todo o exército de Kalushkar, um Draconato cruel que liderava as tropas sombrias. De fato a erupção vulcânica determinou o desfecho dessa guerra
Segunda Grande Guerra
A segunda grande guerra foi a mais importante, tanto que modificou todo o calendário no continente "zerando-o" e recomeçando a passagem e contagem do tempo. Também foi o marco para a movimentação geográfica que conhecemos hoje em Azmoldam. Cidades e distribuições demográficas atuais vêm dessa época.
Atualmente o continente é formando por 7 grandes reinos, são eles:
Eastbourn - Reino dos Humanos, Adoradores de Athena;
Blackstone - Reino dos Draconatos, adoradores de Heras;
Freyfrost - Reino dos Anões, adoradores de Ares;
Iredale - Reino dos Elfos, adoradores de Pã, Hestia e Apolo;
King's Bay - Reino Multiracial, adoradores de Tyche, Hércules e Athena;
Squall's End - Reino dos Tieflings, adoradores de Héstia e Deméter;
Umalla - Reino da Magia, multiracial, sem religião.
Além dos Reinos formados após a segunda guerra, muitas cidades e grandes vilarejos se formaram por toda Azmoldam. Algumas obviamente com mais destaque que outras, mas cada uma com sua importância geográfica e comercial.
Voltemos no tempo até o ano zero, levando em consideração que Azmoldam está atualmente no ano 1750 da nova era (1750 NE), quase dois milênios completos se passaram e muita coisa aconteceu, porém o marco zero foi crucial para o continente. O fim da segunda grande guerra deu início à nova contagem de ciclo lunar, pois a partir daí o continente começou a ganhar forma.
Naquela época houve um grande confronto racial, atrelado a conceitos religiosos que culminou em alianças e ódio entre os povos. Os grandes reinos conhecidos de hoje se destacaram na época pelo poderio militar e seus grandes líderes religiosos.
Anões contra elfos, humanos contra Orcs, todos contra todos. Não havia um consenso no continente, pois seus líderes buscavam expansão territorial e um maior poderio militar, cada um visando seus planos mesquinhos. O continente chorava lágrimas de sangue e os Deuses pareciam não se importar, talvez até demostrando interesse na guerra e curiosos com seu desfecho. Mas nem todo o panteão estava satisfeito ou de braços cruzados.
Alguns Deuses de fato interviram no confronto, na esperança que isso pudesse de alguma forma interromper a guerra. Tempestades e furacões eram comuns naquela época, com os líderes religiosos atrelando isso às interferências divinas, e mesmo sabendo da desaprovação divina, a guerra continuava. Os generais pareciam fechar os olhos aos sinais. Até que um ataque mais incisivo à Azmoldam aconteceu. Deuses da luz, fizeram com que as noite fossem mais curtas, ou seja, períodos em que a luz do Sol se fez presente quase que por 24h ao dia, atrapalhando planos de combate. Deuses da natureza fizeram com que animais e florestas simplesmente sumissem, deixando um rastro de cadáveres de mamíferos, aves e peixes, diminuindo seus recursos naturais e florestas secas, sem vida, sombrias. Armas se quebravam e enferrujavam sem explicação alguma aparente, possivelmente obra de Hefesto. Tempestades e maremotos eram constantes, mas o que realmente fez com que a guerra tivesse um fim, foi o grande terremoto acometido por Zeus, onde as placas tectônicas foram contorcidas de tal forma que formaram as grandes montanhas no continente. Se olharmos para o mapa de Azmoldam, veremos que as grandes cordilheiras separaram os grandes reinos, dificultando assim a locomoção pelo continente, consequentemente dificultando a guerra estabelecida na área central do continente.
Digamos que não houve uma trégua ou um acordo entre os reinos e raças, mas os 15 longos anos de guerra, seguidos das pragas lançadas pelos deuses e todo o continente sendo remodelado, fez com que os grandes líderes militares percebessem que estavam desagradando as divindades, atrelado a isso, o cansaço de anos de guerra e perda de familiares, foi diminuindo o interesse na guerrilha e a quantidade de ataques e combates foi diminuindo até que não havia mais sentido para o conflito.
A partir daí, os reinos ganharam mais força e respeito, com as grandes cidades se desenvolvendo fazendo do continente o que ele é hoje. Pode-se dizer que essa foi a última grande interferência divina em Azmoldam. Veremos por quanto tempo os Deuses permanecerão neste hiato.
